Discurso de Posse como 2C

Estava aqui mexendo em alguns arquivos e acabei encontrando o discurso que fiz quando assumi, pela primeira vez, o cargo de Segundo Conselheiro. A posse foi na manhã de 10 de fevereiro de 2008, nas dependências do Capítulo Luís Ribeiro Gonçalves Neto. Tinha apenas 14 anos, muito próximo de completar 15. Assumi juntamente com o Ir. Emídio (MC) e o Ir. Cândido (1C). Sem mais delongas (e sem nenhuma alteração), compartilho aqui as palavras que proferi naquele fatídico dia. Saudades!

São 23:49 horas de 9/2/2008. O dia foi exaustivo. As semanas que antecederam, idem. Sento-me agora para respirar e, por fim, escrever as palavras que profiro agora. Não posso calar-me, sufocaria muitos sentimentos que preciso externar hoje, aqui, para vocês.

O mais ideal para hoje seria falar de fim e começo, por isso não vou decepcionar-vos. Uma gestão se finda, outra se inicia. Devemos aplaudir o que nos antecedeu pelo brilhantismo e sucesso, mas ao mesmo tempo hesitamos em relação ao novo. Com certeza, o novo assusta.

Um bom exemplo seria a descoberta do fogo – uma incógnita. Mas, supondo que os ancestrais descobriram-no acidentalmente, que susto não tomaram? E o receio, então? Susto, receio, medo: reações do que é novo.

Porém, quando perceberam que podiam usar aquilo como fonte de calor, proteção e manutenção de vossas vidas: o novo teve por conseqüência admiração e apego. O novo agora seria contextualizado de forma que a vida sem ele tornar-se-ia difícil.

O meu amigo e irmão Cândido Sales é autor da seguinte frase: “inovações modificando tradições”. Podemos contextualizá-la de várias formas, algumas positivas, outras nem tanto… Mas estamos aqui para inovar, ousar, abalar com as estruturas sem, é claro, modificar nada da essência disso tudo: o Amor.

O amor e somente ele para justificar o momento que hoje ocorre. Não são fórmulas vazias que sustentam essas paredes, mas sim homens recheados de sentimentos valorosos e calorosos. É por causa da vontade de ser melhor, de crescer e viver de forma honrosa que hoje nos reunimos.

Sem mencionar, ainda, que o amor é tido como o sentimento dos imperfeitos e nós assumimos com orgulho a imperfeição porque é ela que nos motiva a sermos cada vez melhores e sempre a tentar superar o nosso maior rival: nós mesmos.

Superar-se é a maior dificuldade para o êxito. E é por isso que estou lendo essas palavras. Queria que meu coração falasse nesse momento das coisas belas que presenciei e passei. Desse momento ímpar, singular e distinto que nunca sairá da minha mente ou coração. Mas meu emocional ainda não permite que assim eu faça, mas para provar que a Ordem nos modifica e edifica, prometo que meu discurso de “desposse” será apenas com o coração falando, sem ajuda de nenhum papel.

São com os objetivos de melhorar, inovar e aperfeiçoar que assumimos os compromissos nessa cerimônia relembrados. Lutaremos com tudo que estiver ao nosso alcance para atingi-los e orgulharmos vocês dos votos de confiança.

Estreitamos os laços, Irmãos e Tios, porque a nossa união é nosso maior bem. E os nossos sonhos, nosso maior combustível!

Sucesso!

Sendo empossado no cargo de 2C, pela primeira vez, em fevereiro de 2008. Recebendo o cargo do Ir. Emídio, que assumiu como MC neste dia.

 

Um comentário em “Discurso de Posse como 2C

  1. Mano, você relembrou o quanto ainda o nosso ideal é forte e que devemos perpetuá-lo para as próximas gestões.

    Muito bom reler este texto. =]

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